Referências Históricas Romanas a respeito de Jesus Cristo.


        A Bíblia por si só já é um documento histórico válido a respeito da pessoa histórica de Jesus, e não só de Jesus mais de muitos outros que a mesma relata. Porém há algumas pessoas que tendem a resistir a mesma por a mesma contar histórias a respeito de Jesus, e não de próprio Jesus ter falado sobre si mesmo. Mas isso não tira o valor histórico tanto da Bíblia quanto também de Jesus Cristo, que ademais é o nome mais discutido, historicamente falando.
       O estudo aqui não tem a intenção de comprovar a existência de Jesus, mas de apenas relatar o que já é discutido. Até por que acreditar que Jesus existiu, é apenas uma reação da fé pessoal de cada um de nós.
Encontramos fora da Bíblia referências sobre Jesus, um livro muito conhecido "A História dos Hebreus" do historiador Flávio Josefo (37-100 a.C), menciona por várias vezes Jesus e também sobre como era a vida dos cristãos primitivos na época. (Logo trarei um estudo sobre estas referências).
Mas as referências que darei aqui serão de autores romanos que viveram próxima a época de Jesus Cristo, ainda entre seus discípulos, todos eles escreveram entre 80 a 85 depois da morte de Jesus. Mas porque as referências romanas tem importância? Por que como Jesus era judeu, e foi o fundador do Cristianismo, as fontes romanas por sua vez não tem ligação religiosa, por tanto os autores romanos escreveram sem interesse religioso, queriam apenas relatar fatos que estavam acontecendo em suas épocas. 
       Plínio, o Jovem. Seu avô também chamado Plínio, o Velho,  o chamavam assim justamente por terem o mesmo nome, era uma forma de saber de quem se tratava. Pois os dois eram autores romanos. Plínio, o jovem por sua vez era também governador da província romana de Bitínia e Ponto, na Ásia menor (hoje a Turquia). O avó de Plinio, era administrador romano, morreu em 79 EC quando se aproximara do vulcão Monte Vesúvio, em erupção, envenenado pelos vapores, tinha ido lá para pesquisar. Plínio, o Jovem, também tinha ido, mas de uma distância menos perigosa. 
Plínio, o Jovem, escreveu várias cartas para o Imperador Trajano, pedindo conselhos de como governar sua província. Ele menciona, não sobre Jesus diretamente, mas sobre grupos cristãos que estavam se reunindo para ceiar. Uma lei havia sido promulgada, proibindo que as pessoas não mais se reunissem em grupos, era temido que as pessoas se reunissem por motivos políticos para de alguma forma prejudicar o governo com suas ideologias. Tanto que nem as brigadas de incêndio poderiam mais se reunir, aldeias inteiras estavam queimando por conta dessa lei, que logo tornou-se um peso para as autoridades romanas.  Na carta 10,  Plínio fala a respeito do problema dos incêndios que estavam se tornando constantes e sem fim. Ele, ainda na carta 10, menciona um grupo chamado cristãos ou a "comunidade cristã", acusa a comunidade de estarem se reunindo-se ilegalmente pelas manhãs, para se alimentarem, e acusa os cristãos de estarem praticando canibalismo, pois os cristãos comiam a Carne e tomavam o Sangue de Jesus, (na ceia). Ele diz mais: "cantam hinos de louvor a Cristo como a um deus". Nota-se que Plínio não tinha conhecimento dos rituais que eram praticados pelos cristãos primitivos, pois o mesmo ao escrever sua carta, não demonstrou conhecimento do que era a Santa Ceia, praticada pelos cristãos. Isso denota que ele apenas tinha conhecimento que existia um grupo religioso chamado cristãos criam em alguém chamado: "Cristo", que praticada o "canibalismo", coisa que até hoje é de se causar espanto, o canibalismo. No Cristianismo há dois tipos de rituais universalmente aceitos, o batismo e a Santa Ceia, que é um memorial referente a morte de Cristo onde nós comemos o pão (o corpo) e o vinho (o sangue de Cristo).
       Percebe-se que os cristãos primitivos entendiam que Jesus era Deus, que não negavam a divindade dele. "Por que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade". Colossenses 2:9 Jesus é Deus!
Percebe-se também que Plínio, não menciona o nome "Jesus", mas sim seu cognome. É possível que Plínio, se quer soubesse da existência de Jesus, é aceitável que ele pensasse que Jesus era um deus, o deus da comunidade, religião cristã. Contudo, com a clara evidência de que os cristãos eram grupos comuns pouco tempo antes da morte de Cristo (80-85 EC), fica claro que havia cristãos adorando a Jesus na Ásia Menor, denota que referências cristãs estavam certas e afirmar que haviam cristãos ali.
É bem verdade afirmar que as referências de Plínio, o Jovem, não são suficientes para averiguar-mos com mais riqueza, nem detalharmos muito. A referência é insuficiente, nos prova apenas que haviam cristãos adorando a um homem (que Plinio disse ser como um deus), Cristo. 

Próxima parte do Estudo falará sobre outros autores romanos que indireta e outros diretamente falam a respeito da pessoa, da divindade, ou de pessoas que professavam sua fé em Jesus Cristo no primeiro século d.C

Estudo feito por: Kátia Pereira, 21 anos, dona do Blog Evangélico, dona do Biblia-online.tumblr.com onde a mesma aconselha jovens.
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Bibliografia: Livro:"Jesus existiu? Ou não? de Bart D.







Referências Históricas Romanas a respeito de Jesus Cristo. Referências Históricas Romanas a respeito de Jesus Cristo. Reviewed by Katia Pereira on 09:39 Rating: 5

2 comentários:

  1. Li o artigo sobre as referências romanas sobre Jesus. Como sei que nem todos conhecem o blog copiei parte do artigo com todos os créditos e postei no meu blog http://alfonsergio.blogspot.com.br/. com o link http://evangelico.blogspot.com.br/2015/11/referencias-historicas-romanas-respeito.html para que o leitor acesse o artigo na íntegra pelo blog evangélico

    Caso pense diferente me comunique que eu retiro.

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  2. Não há problemas algum, fique a vontade!
    A paz de Cristo, e a propósito, muito com o conteúdo do seu Blog.

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